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6 curiosidades sobre a cerâmica

6 curiosidades sobre a cerâmica

6 curiosidades sobre a cerâmica

A cerâmica acompanha a humanidade há milhares de anos, mas muita gente desconhece o que existe por trás de uma peça pronta. Da escolha da argila às altas temperaturas do forno, sua produção envolve transformações que influenciam a resistência, a textura, a cor e até a maneira como cada objeto pode ser utilizado.

Uma xícara de café, um prato ou uma peça decorativa podem parecer objetos simples, mas carregam decisões técnicas que fazem diferença no resultado. No trabalho artesanal, essas características ficam ainda mais evidentes.

Aqui no ateliê Tōki Dō Cerâmicas, em Sorocaba, por exemplo, a produção de cerâmica de alta temperatura envolve cuidados que começam no barro cru e seguem até o acabamento final.

Mas você sabia que nem toda cerâmica é impermeável, que a mesma argila pode apresentar tonalidades diferentes após a queima e que algumas peças precisam voltar ao forno mais de uma vez?

Separamos 6 curiosidades sobre a cerâmica que ajudam a compreender melhor um material presente na arte, na história e em tantos objetos do nosso cotidiano.

6 curiosidades sobre a cerâmica

Alguns detalhes sobre a cerâmica surpreendem até quem utiliza peças desse material diariamente. As curiosidades a seguir revelam fatos pouco conhecidos e explicam particularidades que fazem diferença na produção e no uso de cada peça.

1. Uma das criações mais antigas da humanidade

Muito antes da invenção da escrita e do desenvolvimento das primeiras cidades, os seres humanos já utilizavam a argila para produzir objetos. A descoberta de que o barro poderia ser moldado e endurecido pelo calor permitiu fabricar recipientes para preparar, armazenar e transportar alimentos, além de peças com funções culturais e decorativas.

Embora a história da cerâmica seja frequentemente associada ao período Neolítico, sua origem é ainda mais antiga. Segundo um estudo publicado na revista Science em 2012, pesquisadores identificaram fragmentos de recipientes cerâmicos na caverna de Xianrendong, na China, com aproximadamente 19 mil a 20 mil anos, anteriores ao desenvolvimento da agricultura naquela região.

Com o passar dos séculos, diferentes civilizações aperfeiçoaram os métodos de fabricação, desenvolveram novos formatos e passaram a utilizar a cerâmica também como expressão artística.

A combinação entre argila, água e calor, presente nas primeiras produções, continua sendo a base de muitas técnicas artesanais utilizadas atualmente.

2. A cor da cerâmica depende dos minerais presentes na argila

Nem toda argila apresenta a mesma tonalidade, a composição mineral da argila, a presença de óxidos metálicos e as condições de queima influenciam diretamente a cor final da peça.

O ferro, por exemplo, é um dos elementos responsáveis pelas tonalidades avermelhadas e alaranjadas comuns na terracota.

Já determinadas argilas com baixos teores de ferro podem apresentar cores mais claras, próximas do branco ou creme. Dependendo da composição e da atmosfera do forno, também podem surgir tons acinzentados e escuros.

Outro detalhe interessante é que a cor da argila crua nem sempre corresponde à cor da cerâmica depois da queima. As altas temperaturas provocam alterações químicas e mineralógicas que modificam sua aparência.

Isso significa que duas peças produzidas com a mesma matéria-prima podem apresentar resultados diferentes quando submetidas a condições distintas de queima.

3. A cerâmica pode passar por várias queimas antes de ficar pronta

Uma das curiosidades mais interessantes sobre a produção de cerâmica é que uma peça pode retornar ao forno diversas vezes antes de receber seu acabamento final. Isso acontece porque cada etapa de queima pode cumprir uma função diferente, dependendo do tipo de argila, da técnica utilizada e do resultado desejado.

Depois de modelada e seca, a peça passa pela primeira queima, conhecida como queima de biscoito. Nesse momento, a argila endurece e ganha resistência, ficando pronta para receber o esmalte. Em seguida, pode voltar ao forno para que o revestimento se fixe à superfície, criando o acabamento desejado.

Dependendo da decoração, uma terceira queima pode ser necessária para aplicar efeitos metálicos ou detalhes especiais.

Mas nem toda cerâmica precisa ser queimada várias vezes. Algumas técnicas permitem realizar a queima da peça e do esmalte em uma única etapa.

4. Nem toda cerâmica é impermeável

Você já reparou que alguns vasos de barro ficam úmidos por fora depois de receber água, enquanto uma caneca de cerâmica não apresenta esse comportamento? A explicação está na porosidade do material, uma característica que muda conforme o tipo de argila e o processo de fabricação.

A terracota, por exemplo, costuma apresentar pequenos poros que permitem a absorção de água. O grés de alta temperatura, por outro lado, passa por um processo de queima que favorece a formação de uma estrutura mais densa, com menor absorção de líquidos.

O acabamento também faz diferença. O esmalte cerâmico forma uma camada vitrificada sobre a peça, que pode ajudar a vedar a superfície e facilitar a limpeza. Mas, uma peça esmaltada não é necessariamente impermeável. O resultado depende da qualidade do revestimento e das características da própria cerâmica.

É por isso que uma xícara para café exige cuidados diferentes dos de um vaso decorativo.

Na Tōki Dō Cerâmicas, a produção artesanal de alta temperatura utiliza esmaltes atóxicos e resistentes, combinando as características técnicas necessárias ao desenvolvimento de louças funcionais com os acabamentos próprios de cada criação.

5. Uma peça de cerâmica pode apresentar mudanças com o tempo

Você sabia que uma peça de cerâmica pode desenvolver pequenas fissuras no acabamento mesmo sem sofrer quedas ou impactos? Esse fenômeno é conhecido como craquelê cerâmico e aparece como uma rede de linhas finas sobre a superfície esmaltada.

Isso acontece, principalmente, quando o esmalte e a argila queimada apresentam comportamentos diferentes diante das variações de temperatura. Com o tempo, essa diferença pode gerar tensões que provocam pequenas rachaduras no revestimento.

6. Nem toda cerâmica é feita no torno

Quando pensamos na fabricação de uma peça de cerâmica, é comum imaginar o ceramista trabalhando com as mãos sobre um torno giratório. Mas essa é apenas uma das maneiras de transformar a argila em xícaras, pratos, vasos e outros objetos.

Existem outras técnicas, como a modelagem por placas, por rolos e por beliscão, que permitem criar peças de diferentes formatos e texturas sem utilizar o torno.

Cada método oferece possibilidades próprias, especialmente na produção de cerâmica artesanal, em que os detalhes e as variações de acabamento fazem parte do processo criativo.

Cerâmica artesanal em Sorocaba: conheça a Tōki Dō

Conhecer essas 6 curiosidades sobre a cerâmica ajuda a entender por que a cerâmica artesanal continua valorizada, mesmo com o avanço dos processos industriais. A escolha da argila, as técnicas de modelagem e os cuidados com a queima influenciam diretamente a resistência, o acabamento e a funcionalidade de cada peça.

Em Sorocaba, a Tōki Dō Cerâmicas trabalha há mais de seis anos com cerâmica de alta temperatura, produzindo xícaras em cerâmica, canecas, pratos, copos e objetos decorativos.

O ateliê também desenvolve cerâmica personalizadas para cafeterias, restaurantes e empresas, considerando as necessidades de cada negócio, desde os formatos até os acabamentos.

Se você aprecia peças feitas à mão ou procura louças com características próprias para seja para sua casa, cafeteria, empresa ou até mesmo presentear, conheça os produtos da Tōki Dō e descubra as possibilidades de personalização.